Brasil

30/07/2017 05:42

Perda do Cerrado é 50% maior que a da Amazônia

Mato Grosso registrou um superavit externo de US$ 7,24 bilhões nesse primeiro semestre. O volume coloca o comércio exterior mato-grossense em destaque, apresentando o segundo maior do país, apesar da queda de 4,2% em relação ao ano passado, sendo superado apenas por Minas Gerais. 
No ranking das exportações estaduais, no período Mato Grosso manteve a 6ª posição nacional, entre os principais estados exportadores do Brasil, contribuindo com 7,4% do montante total do país. 


De janeiro a junho deste ano, as exportações mato-grossenses no somaram receita de US$ 8,04 bilhões registrando pequena queda, de 2,7%, em relação aos US$ 8,21 bilhões contabilizados em igual acumulado do ano passado, mas recuperando as importações, com crescimento de 22,4% no mesmo período. E é justamente a diferença entre as exportações e as importações, é que gera o saldo positivo, superávit da balança comercial estadual de US$ 7,24 bilhões. No ano passado, o saldo foi de US$ 7,56 bilhões. 


Como chama à atenção o economista da PR Consultoria, Carlos Vitor Timo Ribeiro, no mesmo período de comparação, os embarques brasileiros somaram receita de US$ 107,71 bilhões, registrando crescimento de 19,3% em relação aos US$ 90,25 bilhões negociados de janeiro a junho do ano passado. “Desempenho bem positivo para a melhoria do ambiente de negócios e maior confiança empresarial. Já o superávit do país foi de US$ 26,21 bilhões, com forte aumento de 53% em relação ao ano passado, mesmo com o aumento de 7,3% nas importações, sinalizando um início de retomada da economia nacional e um alívio à crise”. Ele completa, explicando que no momento em que as importações aumentam, indicam que há intenção de investir na produção interna, o que abre novas frentes de trabalho, consequentemente gerando renda à população. 


Sobre a composição da pauta estadual, Timo Ribeiro, destaca que nesse ano aumentou – a já - forte concentração dos negócios sobre produtos do agronegócio como soja, milho, carnes e algodão, que juntos respondem por 97,6% do total exportado, dos quais, 83% apenas com as vendas do complexo soja (grão, farelo e óleo), sendo o grupo de maior liderança. 


PRODUTOS - As exportações do complexo soja totalizaram US$ 6,67 bilhões registrando crescimento de 14,3% em valor, por conta do aumento dos embarques físicos de soja em grão e de óleo de soja. As vendas externas de farelo, ao contrário registram queda em volume físico. “Fechamos o primeiro semestre respondendo por 32,6% do total dos embarques de soja em grão do país, por 37,3% do farelo, por 18,8% do óleo de soja e por 41% do volume exportado de farinha e pellets indicadores que mostram bem a importância dessa cadeia industrial instalada aqui no Estado”. 


O valor exportado até março, de apenas US$ 503,54 milhões, se contrapõe aos US$ 1,54 bilhão do mesmo período do ano passado, uma forte retração de 67,5% por conta das vendas de milho que caíram de 7,26 milhões para apenas 1,68 milhão de toneladas. “Nesse ano, mesmo assim, estamos respondendo por 52,4% das vendas físicas de milho e por praticamente 85% de algodão do país, o que também nos credencia como importante player do agronegócio nacional”. 
A carne bovina com US$ 494,52 milhões em faturamento vem sustentando a 3ª posição da pauta externa estadual, registrando aumento de 8,2% em valor e apenas 1,5% em volume, apesar do aumento de 6,5% no preço internacional. 


As vendas de carne suína continuam se recuperando em valor, com crescimento de 34,6% por conta do aumento nas cotações internacionais de 34,6%. A carne de aves, ao contrário, acumulam retração de 19,7% em volume físico e em 15,9% em faturamento, mesmo com o aumento de 4,8% nos preços. “O desempenho do complexo carnes, apesar de um volume total positivo, está fortemente ameaçado pelos efeitos da ‘Operação Carne Fraca’ e pela delação criminosa dos donos da JBS, acontecimentos, que aliados aos problemas com a reação da vacina contra febre aftosa, ainda poderão trazer consequências negativas no decorrer do ano no segmento bovino”. 


DE GANHO À PERDA – Outro ponto bastante pontuado pelo economista é a reversão do chamado ‘efeito cambial’ sobre o faturamento da pauta. Como explicou, o efeito do câmbio, até junho, inverteu a direção e agora impõe uma “perda” de R$ 1,04 bilhão, por conta da apreciação de 3,8% do dólar frente ao real. “Com o dólar médio de junho desse ano, R$ 3,290, as exportações totalizam R$ 26,47 bilhões, contra R$ 27,51 bilhões com o dólar médio de junho do ano passado, em R$ 3,420. A perda da cotação da moeda sinaliza a diferença negativa de R$ 1,04 bilhão que denominamos “perda cambial” com reflexos negativos para a economia mato-grossense, que tem nas exportações, contribuição expressiva na formação histórica do PIB estadual. As perdas tiraram cerca de R$ 1,04 bilhão de circulação da economia local”. 


Nativa News

Jose Lucio Junqueira Caldas
Alta Floresta - MT
Fone (66) 9.8412-9214
nativanews@hotmail.com

Redes Sociais

Todos os direitos reservados ao Site Nativa News
Qualquer material não pode ser publicado, transmitido, reescrito ou redistribuído sem autorização.

Crie seu novo site AgenSite
versão Normal Versão Normal Painel Administrativo Painel Administrativo