Brasil

05/12/2018 16:08 R7

Coleta de latinhas injetou R$ 1,2 bilhão na economia em 2017

A coleta de latas de alumínio injetou R$ 1,2 bilhão em 2017, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (5) pela Abralatas (Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alumínio) e pela Abal (Associação Brasileira do Alumínio). Dados foram divulgados durante o lançamento da Frente Parlamentar pela Criação de Estímulos Econômicos para a Preservação Ambiental na Câmara dos Deputados. 

Das 303,9 mil toneladas de latas de alumínio produzidas no Brasil em 2017, 295,8 mil toneladas delas foram recolhidas e recicladas, valor que representa 97,3% do total. Houve aumento de 5,6% do índice de reciclagem em comparação com 2016, quando o país coletou e reciclou 280 mil toneladas de latas. 

Para o coordenador do Comitê de Reciclagem da Abal e CEO do grupo Recicla BR, Mário Fernandez, o índice de reciclagem de latas de alumínio mostra com otimismo como a cadeia da lata do alumínio está inserida na Economia Circular.  “E no que depender do Grupo ReciclaBR, iremos contribuir para a manutenção do alto índice de reciclagem, pois temos sólidos investimentos planejados”, completa.

O índice se mantém acima dos 90% desde 2004, colocando o Brasil entre os líderes mundiais da reciclagem de alumínio. O Japão aparece com 92,5%. A média da Europa é de 73,6% e 63,9% nos Estados Unidos. 

O presidente executivo da Abralatas diz que o elevado índice de reciclagem deixa claro que o assunto precisa sempre ser debatido. “Hoje, o reaproveitamento do mesmo material já tributado nem é considerado como atenuante para a carga tributária. O consumidor paga imposto sobre o mesmo produto várias vezes, já que a latinha mantém índice de reciclagem próximo a 100% há mais de 10 anos”, afirma.

A reciclagem começa com a coleta das latas usadas. Depois, o material é encaminhado para o processamento industrial, onde será prensado, fundido, ligotado e laminado. Com as novas latas prontas, elas serão enchidas, voltarão aos mercados e, depois de consumidas, voltam para a reciclagem. A sucata de alumínio é mais cara do que outros materiais recicláveis, como embalagens longa vida (19 vezes mais cara), vidro incolor (26 vezes), papel branco e papelão (ambos 10 vezes). 

Segundo o levantamento, a reciclagem utiliza 1% do total de energia consumida no Brasil, percentual que representa 4.500 GWh/ano.


Nativa News

Jose Lucio Junqueira Caldas
Alta Floresta - MT
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