Cidade

29/11/2016 15:57

Preços dos combustíveis sobem em MT

Varejistas de combustíveis de Mato Grosso divulgaram nesta segunda-feira (28) documentos que comprovam que o preço da gasolina aumentou desde que foi anunciado a 1ª redução de preços nas refinarias, no mês passado. Notas fiscais emitidas pela Petrobras Distribuidora a postos que atuam em Cuiabá mostram que desde o dia 13 de outubro, o varejo pagou 2 centavos a mais, até agora, pelo litro da gasolina. 

A previsão, após os dois anúncios consecutivos de redução de preços a partir de meados de outubro, era que o derivado fóssil ficasse cerca de 10 centavos mais barato para o consumidor final. Já o litro do óleo diesel, que deveria ter reduzido 20 centavos nas bombas dos postos, ficou apenas 10 centavos mais barato na região metropolitana, segundo o vice-presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis de Mato Grosso (Sindipetroleo), João Marcelo Borges. 

Conforme ele detalhou durante entrevista coletiva nesta segunda-feira (28), no dia 13 de outubro postos da Capital adquiriram a gasolina por R$ 3,32 o litro. No dia 17 de outubro, após o anúncio de redução de 13% no litro do combustível realizado no dia 15 de outubro, os mesmos postos pagaram R$ 3,33/l. Quando veio o 2º anúncio de queda no preço nas refinarias, no dia 9 de novembro, os postos adquiriram o combustível fóssil por R$ 3,34, valor que se manteve até a última compra, no dia 21 deste mês. 

Em relação ao diesel comum, varejistas pagaram R$ 2,95 pelo litro do produto no dia 13 de outubro. No dia 17 do mesmo mês, após a confirmação de redução de preços nas refinarias no dia 15, o preço do combustível mantinha o preço. Somente após o 2º anúncio de diminuição de preços, no dia 9 deste mês, é que as distribuidoras baratearam o diesel em 10 centavos o litro. “O consumidor não entende o motivo dessa redução não chegar até ele, mas os donos dos postos também não estão pagando mais barato. No caso do diesel, a redução prevista era de 20 centavos no litro e não apenas 10 centavos”.

O Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom) informou, por meio de nota, que não participa da definição e não tem conhecimento da política de preços adotada por suas associadas. A Petrobras Distribuidora, por sua vez, justificou que não comenta os preços finais dos combustíveis, que são livremente definidos por cada posto revendedor. “Essa formação de preços sofre outras influências, além do custo repassado pela Petrobras - que também não é linear, variando de cada polo de suprimento. É o caso da carga tributária, diferente entre os estados”, diz trecho da nota. 

“Outro fator que influi no preço final é o custo do etanol, repassado pelas usinas produtoras e que pode sofrer variações sazonais, por exemplo, na safra ou entressafra. (...) Recentemente, houve aumentos nesses custos”. O litro da gasolina é composto, em 27%, por etanol anidro.

A Gazeta

 

Nativa News

Jose Lucio Junqueira Caldas
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