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28/12/2017 05:58 Noticia Exata

Alta Floresta: quadrilha liderada por “Angeliquinha” pega mais de 118 anos de condenação

No mês de dezembro deste ano, o trabalho de investigação da Polícia Judiciária Civil de Alta Floresta foi coroado com a condenação de oito pessoas envolvidas com associação ao tráfico de drogas, corrupção de menores, homicídios qualificados e associação ao tráfico, conforme os autos, todos ligados à quadrilha comandada por Angelica Saraiva de Sá, “Angeliquinha”.

Entre os réus condenados a 118 anos de reclusão, somando todas as penas, estão: Angelica Saraiva de Sá, Fábio Vieira da Silva, Aldair Jhonatan de Souza, Jonata Willian Francisco, Gerson Gomes do Nascimento Júnior, Josivaldo Simeão e Magna Martins da Silva, devidamente citados nos processos nº 133506 e 132433.

A ré tem uma extensa ficha criminal, ligada a homicídios, tráfico e roubos ocorridos em Alta Floresta e em outros municípios da região. Em 2015 ela foi presa através de um trabalho de investigação da Polícia Civil de Alta Floresta resultou na detenção de 13 pessoas, coordenado pelo delegado Carlos Francisco de Moraes.

Entre os detidos estavam quatro mulheres e dois menores. Na época a operação contou com ao menos 18 policiais das delegacias de Alta Floresta, Carlinda e Paranaíta, bem como da Delegacia Regional de Alta Floresta. Em março deste ano, Angeliquinha conseguiu fugir pela porta da frente do presidio onde estava em Cuiabá, mesmo com júri marcado e com dois mandados de prisão, porém, em junho deste ano, voltou a ser presa.

 A prisão de Angélica ocorreu na cidade de Rio Verde, no Estado de Goiás, local em que mantinha uma casa supostamente para prostituição. No estabelecimento, a mulher foi presa pelos policiais da Diretoria de Inteligência da Polícia Civil de Mato Grosso, que fizeram a transferência da presa, novamente para o presídio feminino da Capital mato-grossense.

Entre os homicídios consumados e tentados, estão os de Adriano de Souza Santos, André Lucas Botelho, Flavia Pereira de Souza e Alexsandro Cordeiro de Oliveira, vulgo “Zen”.

Os crimes

 Em agosto de 2015, por volta de 01h30 do dia 09, Angelica Saraiva de Sá, Aldair Jhonatan de Souza, Fábio Vieira da Silva e Jonata Willian Franscisco, tentaram matar Flavia Pereira de Souza, mas no mesmo local conseguiram tirar a vida de André Lucas Botelho de Sá e Adriano de Souza Santos, isso porque teriam furtado entorpecentes de um “depósito” mantido por “Angeliquinha” avaliado em cerca de R$ 15.000,00.

Estes com ligação de Angeliquinha, Fábio Vieira da Silva e Aldair Jhonatan de Souza. Outro crime atribuído ocorreu no dia 23 de agosto de 2015, no porto de areia, vitimando Alexsandro Cordeiro de Oliveira, vulgo “Zen”,  neste, Angeliquinha é apontada como autora intelectual e Fábio e Jonatan como autores dolosos do crime.

Neste crime, “Zen” se negava a devolver entorpecentes pertencentes a Angeliquinha e mas teria ordenado a sua execução. Interceptações telefônicas autorizadas pela justiça demonstraram preocupação de Angeliquinha com o depoimento de menores envolvidos nos crimes, ela conversas telefônicas transcritas ela relata que os menores estão complicando a vida deles e que é necessário “conversar” com os mesmos para que mudem a versão do depoimento, fato que posteriormente ocorreu quando um dos menores foi ouvido novamente pelo Ministério Público e Judiciário, o que denotou ainda mais o seu envolvimento nos crimes.

Condenações:

No processo 133506 concluído no último dia 11 de dezembro, Fabio Vieira da Silva, foi condenado pelo homicídio qualificado contra André Lucas Botelho de Sá, do homicídio tentado contra a vítima Flávia Pereira de Souza e quando ao homicídio qualificado de Adriano Souza dos Santos a Adriano Souza dos Santos, ele foi condenado a 20 (vinte) anos e 04 (quatro) meses de reclusão.

Quanto ao réu o réu Aldair Jhonatan de Souza o mesmo foi julgado pelo homicídio qualificado contra a vítima André Lucas Botelho de Sá, pelo homicídio tentado contra a vítima Flávia Pereira de Souza, pelo homicídio qualificado contra a vítima Adriano Souza dos Santos e pelo prátia de corrupção de menores, o mesmo foi condenado a 19 (dezenove) anos de reclusão.

Na mesma ação Angelica Saraiva de Sá, 27 anos, foi condenada pelo homicídio qualificado contra a vítima André Lucas Botelho de Sá, pelo homicídio tentado contra a vítima Flávia Pereira de Souza, por corrupção de menores, porte ilegal de arma de fogo de uso permitido, a mesma foi condenada definitivamente em 24 (vinte e quatro) anos de reclusão e 14 (quatorze) dias-multa, um trigésimo do salário mínimo vigente à época dos fatos.

Já na ação 132433 que tramitou na quinta vara, Jonatan Willian Francisco foi condenado por homicídio qualificado em relação à Alexsandro Cordeiro de Oliveira, vulgo "Zen", corrupção de menores para práticas delituosas, bem como associação para o tráfico de drogas), assim como a existência das qualificadoras do motivo torpe derivado de disputa de tráfico de drogas e recurso que dificultou a defesa do ofendido, bem como o crime de coação no curso do processo, ele foi condenado a 17 (dezessete) anos e 06 (seis) meses de reclusão e 747 (setecentos e quarenta e sete) dias-multa, esta à base 1/30 (um trigésimo) do salário mínimo vigente à época dos fatos.

Já o réu Aldair Jhonatan de Souza foi julgado por corrupção de menores, associação para o tráfico o mesmo foi condenado a condenado definitivamente em 04 (quatro) anos e 06 (seis) meses de reclusão e 737 (setecentos e trinta e sete) dias-multa, esta à base 1/30 (um trigésimo) do salário mínimo vigente à época dos fatos, mas foi concedido ao condenado o direito de recorrer em liberdade quanto aos crimes deste processo. Já a ré Magna Martins de Souza foi julgada por associação para o tráfico, a mesma foi condenada a 04 (quatro) anos e 06 (seis) meses de reclusão e 737 (setecentos e trinta e sete) dias-multa, esta à base 1/30 (um trigésimo) do salário mínimo vigente à época dos fatos, tendo em vista que a condenada cumpriu prisão provisória por um período de 01 (um) ano, 01 (um) mês e 22 (vinte e dois) dias (de 23/10/2015 até 15/12/2016), o que influencia na fixação do regime, aplicando a detração, fixo o regime aberto para o cumprimento de pena, a mesma poderá recorrer em liberdade.

Neste processo, quanto a Angelica Saraiva de Sá foi julgada por homicídio qualificado em relação à vítima Alexsandro Cordeiro de Oliveira, corrupção de menores, tráfico de entorpecentes e associação para o tráfico, sendo condenada a 28 (vinte e oito) anos, 04 (quatro) meses e 07 (sete) dias de reclusão e ao pagamento de 1320 dias-multa, um trigésimo do salário mínimo vigente à época dos fatos, na forma do art. 43 da Lei n. 11.343/2006.


Nativa News

Jose Lucio Junqueira Caldas
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