Cidade

11/07/2018 09:31

Marinha tailandesa posta vídeo de resgate: 'Vamos lembrar o sacrifício e a coragem'

A Marinha tailandesa divulgou, na manhã desta quarta-feira, imagens que mostram momentos marcantes da operação para retirar os 12 meninos do time de futebol Javalis Selvagens e seu treinador de uma caverna do país. O vídeo de aproximadamente seis minutos acompanha o trabalho da equipe formada por mergulhadores e profissionais de saúde durante o resgate que comoveu o mundo.

O grupo ficou preso na escuridão ao longo das duas semanas. "O mundo precisa lembrar... Essa operação o mundo jamais vai esquecer. Nós não vamos esquecer os 18 dias que o mundo se uniu na caverna para resgatar os 12 meninos do time de futebol e o treinador dos Javalis Selvagens e levá-los de volta para casa. E nós vamos lembrar o sacrifício, a coragem e o incrível ânimo do grupo", escreveu a Marinha tailandesa em sua página do Facebook.

O grupo ficou preso na escuridão após as fortes chuvas que atingiram a província de Chiang Rai, no Norte do país no último dia 23. Os 13 jovens ficaram separados de suas famílias durante duas semanas, sem luz e sem comida, cercados por uma água turva que os envolveu nos túneis até sua saída, sem sequer saber, ao longo de nove dias (quando foram encontrados por mergulhadores britânicos), se conseguiriam sair da caverna.

Alguns dos meninos foram resgatados em macas "adormecidos", informou nesta quarta-feira à "AFP" um socorrista que participou da operação.

— Alguns deles estavam adormecidos, outros moviam os dedos (como se estivessem) 'grogues'. Mas respiravam — explicou o comandante Chaiyananta Peeranarong, que foi o último socorrista a deixar a caverna após o término do resgate.

Apesar de tudo, os garotos se encontram em bom estado físico e mental, como relataram as autoridades, baseando-se nos boletins do hospital Chiang Rai, onde estão em recuperação.

Nos próximos meses, porém, é que devem vir à tona pesadelos, sensação de claustrofobia, tristeza, ou ataques de pânico, comuns após uma experiência tão traumática, afirmaram especialistas ouvidos pela "AFP".

— Depois de semelhante angústia, o traumatismo pode emergir quando se está no escuro, em um quarto fechado, quando se deve passar por um scanner, ou mesmo nadando — explica Jennifer Wild, do Centro de Estudos sobre Ansiedade e Traumatismos, em Oxford, sobre o drama vivido pelos meninos. — É importante que os garotos se concentrem no fato de que foram salvos, em vez de imaginar o que lhes poderia ter acontecido.

O especialista em saúde mental do Ministério da Saúde da Tailândia Yongyud Wongpriromsarn frisou que o estresse traumático é comum aparecer um mês depois da experiência.

— Se, depois de um mês, alguns continuarem abalados, deverão ser observados de perto pelos médicos — analisa.

A presença de seu jovem treinador de 25 anos, que passou temporadas em monastérios budistas, foi um fator tranquilizante, segundo as autoridades.

— Estavam todos juntos, como uma equipe, ajudando-se. Seu treinador ajudou muito a enfrentar a situação — destacou nesta quarta-feira Thongchai Lertwilairatanapong, do Ministério da Saúde, em entrevista coletiva no hospital de Chiang Rai.

Os garotos estão isolados no hospital, ainda sem poderem falar com seus pais, que conseguem vê-los por janelas. Na escola de Mae Sai, onde a maioria deles estuda, seus colegas esperam ansiosos por seu regresso.

— Ajudar os outros do grupo, pensar no futuro, voltar para a escola e para sua comunidade são progressos fundamentais — explica o chefe do Departamento de Saúde Mental do Ministério da Saúde tailandês, Boonruang Triruangworawat, afirmando que os meninos terão acompanhamento psicológico durante vários meses.

Os socorristas criticaram o uso de drones pela imprensa, e a polícia anunciou a abertura de uma investigação. Segundo as reclamações, as tentativas de obter imagens do resgate atrapalharam o trabalho dos helicópteros que retiravam os garotos.

Os especialistas advertem sobre os riscos de uma excessiva exposição midiática e recomendam evitar qualquer sessão de fotos, ou de entrevista dos meninos, que devem ser protegidos da imprensa.

— Os meninos não deveriam dar entrevistas, ou terem suas fotos tiradas, durante um bom período de tempo — recomenda Andrea Danese, psiquiatra e pesquisador especializado em Estresse da King's College de Londres, citado pelo "Science Media Centre".


Nativa News

Jose Lucio Junqueira Caldas
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