Educação

10/07/2019 16:19 CircuitoMT

Mais de 15 mil servidores em greve não vão receber salário de junho

Mais de 15 mil servidores da educação não irão receber o salário de junho por corte de pontos. Na lista estão professores, técnicos pedagogos e pessoal de apoio administrativos parados em adesão à greve iniciada em 27 de maio.

Conforme a Seduc (Secretaria de Estado de Educação), o número exato é de 15.211 cujos salários praticamente zeraram no cálculo de corte ao longo do mês passado. Alguns podem ter restos a receber de até R$ 400.

O número de salários passado pelo corte corresponderia ao total de servidores em greve. O Sintep (Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público) em Mato Grosso afirma que servidores que retomaram as atividades após um período de greve também tiveram salário reduzido.

A pasta não soube informar a redução do total na folha salarial por causa da variação da média salarial. Tabela salarial disponível no site do Sintep divide os salários dos servidores por classe e carga horária. Dos professores começa em R$ 1.617 e vai até R$ 8.875; o ganho dos técnicos, com a mesma classificação, vai de R$ 2.426 a R$ 7.800.

O movimento de greve que caminha para 45 dias continua em impasse entre servidores e o governo. Uma assembleia geral está prevista para esta quinta-feira (11) para análise da proposta do governo de realizar reuniões quadrimestrais para discutir a situação fiscal e financeira do Estado.

A ideia foi apresentada em audiência de conciliação na segunda-feira (8) entre líderes do Sintep, entidade que coordena a greve, e os secretários Mauro Carvalho (Casa Civil) e Basílio Bezerra (Planejamento e Gestão). A avaliação do governo é a de que houve avanço para fechar acordo, mas o sindicato afirma que as reuniões quadrimestrais não têm previsão de colocar em pauta a aplicação da lei 510/2013, de dobra do poder de compra.

Quanto aos pontos cortados, a proposta do governo é que o salário seja restituído em parcelas logo que os grevistas decidam voltar para a sala de aula.

Ontem (9), deputado Lúdio Cabral (PT), propôs que os servidores ocupem o plenário da Assembleia Legislativa para forçar o governo a apresentar uma nova proposta.


Nativa News

Jose Lucio Junqueira Caldas
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