Destaques

12/10/2019 06:00 Nativa News com Só Notícias

Alta Floresta: Júri condena pecuarista a 16 anos por morte de amigo em 1.998

O empresário e pecuarista Moisés Prado dos Santos foi condenado, ontem, a 16 anos e oito meses de reclusão em sessão do tribunal do júri na comarca de Alta Floresta, por homicídio duplamente qualificado do amigo Gladiston Augusto de Lima Pereira, em novembro de 1998. A promotora de Justiça Carina Sfredo Dalmolin, da 2ª Promotoria de Justiça Criminal, pediu a condenação, os jurados reconheceram a autoria e a materialidade delitiva, e as qualificadoras de recurso que dificultou a defesa do ofendido e de assegurar a impunidade e vantagem do crime precedente.

Com a decisão dos jurados, o magistrado Roger Augusto Bim Donega fixou o regime inicialmente fechado para cumprimento da pena, determinando a execução imediata da mesma, com a decretação da prisão do acusado. Ainda, fixou o valor mínimo para a reparação dos danos causados pela infração na ordem de R$ 200 mil, a título de indenização aos familiares de Gladiston

De acordo com a ação penal, no dia do crime, os dois saíram juntos de Alta Floresta no veículo de Gladiston, sentido cidade de Carlinda e Moisés Prado estava acomodado no lugar do passageiro, quando, munido de uma arma de fogo, desferiu cinco tiros contra Gladiston, acertando a cabeça e o tórax, Moisés fugiu para a cidade de Colíder, levando a  arma do crime.

De acordo com os autos, Moisés havia emprestado quantia de dinheiro da vítima, inclusive entregando em garantia de pagamento diversos cheques. Entre os cheques estava um que o réu apropriou-se indebitamente de uma terceira pessoa, cujo talonário ficava no escritório do acusado.

De posse da referida folha de cheque, preencheu-a e assinou-a fraudulentamente de seu próprio punho como se fosse correntista, no valor de R$ 15.500,00 (quinze mil e quinhentos reais), entretanto o cheque foi devolvido em razão de sustação pela correntista, que percebera a apropriação, embora ainda não tivesse ciência da autoria.

Ele foi pronunciado em 2009 e a defesa dele interpôs recurso em sentido estrito, que foi desprovido pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Contudo, a pronúncia foi parcialmente anulada por um habeas corpus do Superior Tribunal de Justiça. Uma nova sentença de pronúncia foi proferida no de 2016. A defesa interpôs novamente recurso em sentido estrito e o tribunal afastou a qualificadora do motivo torpe, determinando a submissão a julgamento popular.

Moises pode recorrer da decisão. O advogado Wesler Augusto de Lima Pereira, irmão de Gladiston atuou como assistente de acusação da promotoria


Nativa News

Jose Lucio Junqueira Caldas
Alta Floresta - MT
Fone (66) 9.8412-9214
nativanews@hotmail.com

Redes Sociais

248x90

Todos os direitos reservados ao Site Nativa News
Qualquer material não pode ser publicado, transmitido, reescrito ou redistribuído sem autorização.

Crie seu novo site AgenSite
versão Normal Versão Normal Painel Administrativo Painel Administrativo