Economia

10/12/2016 11:43

Preço da ceia sobe e de presentes reduz

A cesta de produtos para a ceia do Natal deste ano subiu 10,19%, de acordo com pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV/Ibre). 

O resultado supera a inflação média de 6,76%, acumulada nos últimos 12 meses, medida em novembro, segundo o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), da FGV.

Entre os itens com maior aumento de preço, destaque para azeite (17,52%), vinho (16,95%) e frutas frescas (16,91%).

Em Mato Grosso, os consumidores já perceberam o acréscimo no preço dos produtos.

A aposentada, Nelma Nunes Ribeiro, conta que o valor das frutas secas está mais “salgado” em relação ao ano passado. “Para economizar vou evitar alguns itens, a ceia de natal será mais enxuta, mas o peru e a carne vermelha são indispensáveis”.

Pesquisar é uma das medidas adotadas pela técnica de enfermagem, Maria Bernadete de Amorim. Segundo ela, o consumidor terá que conferir os preços em diversos locais. Nas feiras populares e em lojas de departamentos é possível encontrar preço mais baixo.

Divulgação Internet

Segundo economista Fernando Miranda a ceia de natal será mais enxuta este ano

O professor de economia da UFMT, Fernando Miranda, disse que os produtos vão pesar no orçamento doméstico das famílias, já desde o início do ano o consumidor está com a renda comprometida devido à crise econômica que o país enfrenta.

As pessoas vão ter que usar, mais do que nunca, a criatividade, para ter o mínimo na ceia. O natal será muito reduzido e os consumidores irão substituir alguns itens que apresentarem mais valor por outros mais baratos.

Mediante a crise, o brasileiro está se preocupando de uma forma geral em ter uma reserva financeira, pensando que pode ocorrer uma situação inesperada.

Presentes
A pesquisa da FGV mostra, em contrapartida, recuo nos preços dos presentes no período de 12 meses. A média dos preços ficou em 4,23%, índice que está abaixo da inflação. Isso se explica porque entre os presentes há muitos bens duráveis que são adquiridos financiados.

O economista explica que os presentes serão readequados a realidade do bolso de cada um. As pessoas não vão deixar de comprar, mas irão buscar alternativas mais baratas, evitar o desperdício.

Ninguém está se comprometendo ao longo prazo com até porque podem ter dificuldades pagar um produto influenciado por uma taxa de juros alta. Isso diminuiu muito o consumo de eletroeletrônicos.

O comércio está sentindo a mudança no comportamento do consumidor e está criando alternativas como promoções para garantir as boas vendas de fim de ano.

Fonte: GD


Nativa News

Jose Lucio Junqueira Caldas
Alta Floresta - MT
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