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11/06/2021 04:53 Jornal Mato Grosso do Norte

Prefeitura de Alta Floresta dá prazo de 15 dias para feirantes obter selo

São feirantes que vendem o leite, queijo, frango, carne de porco, assim por diante, e dando um prazo de 15 dias para obter
o selo da Vigilância Sanitária do município.

Os feirantes que atuam na Feira Livre de Alta Floresta estão passando por momentos apreensivos devido a fiscalização que está sendo feita pela prefeitura, a exemplo do que ocorreu no último domingo, 6, por parte da
Secretaria de Saúde. 

De acordo com Tony Santos, vice-presidente da Feira, a fiscalização ocorreu contra os feirantes que trabalham com hortifruti granjeiro, especialmente com produtos de origem animal. “A feira tem recebido tanto a fiscalização tributária, quando da Secretaria de Saúde por causa da pandemia do Coronavírus, mas no último domingo eles estiveram notificando os feirantes que atuam com produtos de origem animal, para que todos tenham um selo de qualidade”, disse Tony da Feira.


“São feirantes que vendem o leite, queijo, frango, carne de porco, assim por diante, e dando um prazo de 15 dias para obter o selo da Vigilância Sanitária do município. Sendo que o feirante há mais de 30 anos vem trabalhando
desta forma. Pegando o seu produto de manhã e trazendo para a feira e até hoje foi assim”, complementa.


Segundo o Feirante, o problema ocorreu porque houve denúncias e a prefeitura foi acionada no Ministério Público. “Por causa disso, a administração enviou os fiscais para fazerem a notificação. Só que tem muitos feirantes que se tiverem custos muito alto para se adequarem, vão desistir da feira. Não tem como um feirante que leva 10 dúzias de ovos, 5 a 6 frangos para vender na feira, arcar com selo e custos altos.  Até porque, segundo informações, até na sua propriedade eles vão ter que se adequar. Então, para muitos feirantes será inviável”, explica.


Tony enfatiza dizendo que é legal as pessoas virem para a feira e ter um produto etiquetado, com data de validade, procedência. Porém, muitos feirantes que não tem como arcar com este custo. Se isso acontecer, provavelmente 70 a 80% dos feirantes vão abandonar a feira. A feira livre é tradicional, um ponto de encontro de amigos, de pessoas que vão ali comer pamonha, pastel, buscar o seu queijo, frango caipira e isso vai deixar de existir dependendo do custo que esse feirante vai ter que arcar”, disse.


Sobre o prazo que foi dado pela prefeitura para os feirantes, Tony esclarece que não tem como em 15 dias eles se adequarem. “O prazo não se adequa a necessidade dos feirantes, principalmente para aqueles que moram mais afastado da cidade. A maioria dos feirantes são das comunidades. Nós vamos buscar alguma alternativa diante da prefeitura, dos órgãos, Secretaria de Saúde, Agricultura para entrar num acordo.


Nativa News

Jose Lucio Junqueira Caldas
Alta Floresta - MT
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