Política

11/01/2021 11:02

DEU EM A GAZETA: Deputados que já foram pró-VLT mudam de ideia

Deputados estaduais que votaram a favor da aprovação da troca do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) pelo Bus Rapid Transit (BRT) já foram verdadeiros defensores do VLT e faziam coro para que o governo do Estado arranjasse uma forma de concluir a obra, seja por meio de Parceria Público Privada (PPP) ou através de uma nova licitação.

Romoaldo Júnior (MDB), criticado pelo prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) por apoiar a troca do modal proposta pelo governador Mauro Mendes (DEM), era líder do governo Silval Barbosa (MDB) quando foi tomada a decisão pelo VLT. Mais tarde, quando o governador Pedro Taques (PSDB) interrompeu o contrato com o Consórcio VLT, Romoaldo integrou a Frente Parlamentar em Prol da Retomada e Conclusão das Obras do VLT, criada na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

 

A chamada Frente Pró-VLT tinha entre seus membros os titulares Emanuel Pinheiro (PR), coordenador; Silvano Amaral (PMDB); Max Russi (PSB); Janaina Riva e Pedro Satélite (PSD); e pelos suplentes: Mauro Savi (PR); Gilmar Fabris (PSD); Romoaldo Ju-nior (PMDB); Dilmar Dal Bosco (DEM) e Oscar Bezerra (PSB).Dilmar Dal Bosco, Max Russi, Janaina Riva e o próprio Romoaldo ainda são deputados estaduais. O grupo agora foi favorável a troca. Em junho de 2017, o atual líder do governo, Dilmar Dal Bosco (DEM), defendeu a conclusão do VLT através de um acordo com a empresa para a conclusão das obras e criticou a proposta de realização de uma PPP, feita na época pelo deputado estadual Oscar Bezerra (PSB).

 

“Outra licitação vai dar mais problema, mais transtorno. Tem que resolver. Eu vejo que esse problema é fácil de sanar com os ministérios públicos Estadual e Federal, e se a decisão deles é para que a mesma empresa continue nós temos de ir atrás de recursos e aprovar a lei na Assembleia. Sabemos que o momento é de esperar, esperar esse acordo, esse TAC com os poderes”, afirmou na época o parlamentar.

 

Quem também mudou de opinião em relação ao VLT foi a deputada Janaina Riva. Durante oitiva do pai, José Riva, na CPI da Copa, Janaina que o problema do modal foi a ingerência do governo Silval.

 

“Casou com a viúva, assume os filhos. Ele assumiu o governo sabendo, mas é mais fácil ficar procurando culpados do que resolver o problema”, afirmou em referência ao governo Taques.

 

Quem também abraçou o VLT foi o deputado estadual Wilson Santos. Durante uma entrevista em dezembro de 2019, Santos afirmou categoricamente a sua preferência pelo modal sobre trilhos.

 

“Eu defendo a conclusão do VLT. A minha tese é que temos que defender, e, de forma preferencial, sem colocar mais um tostão público”, disse o tucano. “MT tem R$ 193 milhões numa conta convênio da Caixa reservada para o VLT, mas eu defendo uma parceria público-privada (PPP) -dinheiro só da iniciativa privada e depois de inaugurado, que ele seja operado também pela iniciativa privada”, completou.

 

O próprio presidente da ALMT, Eduardo Botelho (DEM), também já defendeu a retomada das obras. Em 2017 o parlamentar criticou a demora para fechar um acordo com o Consórcio VLT e fez coro para que o governo e o Ministério Público Federal (MPF) chegassem a um consenso sobre o prazo de conclusão.

 

“Temos que chegar a um acordo. Essa questão de prazo para realizar a obra, por exemplo, tem que ser superada. Cinco meses não vai mudar muita coisa. Se é 19 ou 24 meses, acho que dá para fazer”, afirmou.

 

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Nativa News

Jose Lucio Junqueira Caldas
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