Regional

11/04/2021 08:52 Natália Araújo I Gazeta Digital

Total de UTIs neonatal no Estado é 13 vezes menor

Número de unidades de terapia intensiva neonatal (UTIN) na rede pública de Mato Grosso deveria ser 13 vezes maior. Conforme o preconizado pelas referências em Saúde, Organização Mundial e Ministério, a cada 1.000 nascidos vivos, podem ser contratados dois leitos. Nesse cenário, seriam necessários em torno de 350 vagas atualmente, mas só existem 27 na rede estadual de saúde. Um dos principais reflexos desse problema é a judicialização para garantir o atendimento às crianças, tanto para aquelas com quadros diferentes da covid-19, quanto para as acometidas com o vírus pandêmico. Este ano, já foram feitos 4 pedidos à Justiça.

Pleitear uma vaga para o filho recém-nascido é definido por Aldo Atílio Borges, 42, como o maior desafio que já enfrentou. Álvaro Gabriel, de 2 meses, assim que nasceu, foi diagnosticado com atresia anal, ou seja, ânus imperfurado. Nessa malformação, o intestino não se forma de maneira adequada e o ânus se liga com a uretra ou a bexiga. Os bebês com esse problema não defecam normalmente após o nascimento.

 

A família vive em Nova Bandeirantes (1.026 km ao norte de Cuiabá) e o parto foi no Hospital Regional de Alta Floresta (883 km ao norte), onde começou a saga em busca da cirurgia e de uma vaga em UTI neonatal. O procedimento só poderia ser realizado em hospital com leito intensivo pediátrico. Aldo buscou auxílio da Defensoria Pública do Estado (DPE) em Alta Floresta para garantir o atendimento ao filho. “Eu nunca vivi nada mais desesperador na minha vida até aquele dia”, relata Aldo.

 

O defensor público Moacir Gonçalves Neto foi um dos servidores que acompanhou o pedido e, à época, frisou que esse tipo de situação é cotidiana, fazendo com que uma decisão judicial seja necessária. “O Estado não vem cumprindo com o dever de proporcionar o direito fundamental à saúde para a população. Tanto é que a DPE precisa ajuizar demandas todos os dias”, destacou naquele momento.

 

A Justiça deferiu o pedido da DPE e determinou que a Secretaria de Estado de Saúde e o município providenciassem o procedimento. “Foram quase 5 dias de espera”, conta.

 

Álvaro Gabriel veio para Cuiabá e foi operado na Clínica Femina. Porém, ainda passará por acompanhamento até completar dois anos. “Hoje ele está se recuperando”, comemora o pai.

 

Leia reportagem completa na edição do Jornal A Gazeta


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Jose Lucio Junqueira Caldas
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